
Assinado por ele, na última sexta-feira, 18, um ofício circular foi encaminhado para os procuradores eleitorais dos municípios alagoanos para que sigam as recomendações elencadas. O Ministério Público Eleitoral desconfia que candidaturas femininas foram forjadas para driblar a lei nº 9.504/1997, conhecida como Lei das Eleições, alterada em 2009 para obrigar partidos e coligações a reservar no mínimo 30% e no máximo 70% das candidaturas para cada sexo na disputa pelos cargos de vereador, deputado estadual e deputado federal.
DESEMPENHO
Em Alagoas, o número de candidatas que tiveram votação zerada representa 21,41% do total de 2.097 candidaturas femininas. O percentual é sete vezes maior do que a proporção de homens que não receberam votos em outubro passado. Do total de 4.290 candidaturas masculinas registradas em Alagoas, 147 ficaram sem votos, o que significa 3,4% dos homens que concorreram a uma vaga de vereador. No ofício assinado pelo procurador regional eleitoral Marcial Coêlho, o pedido é para que investigue a prática de falsidade ideológica eleitoral e, se identificados indícios de crime, que seja solicitada abertura de inquérito policial.
