
Após oito meses de investigações, foram presas as irmãs Aline Rose Casaes da Silveira, de 41 anos, Anne Cristina Casaes da Silveira, de 30, Camila Regina Casaes da Silveira, 25, e Jarbas Junio da Silva Carvalho (conhecido como “Juninho”), 32.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa dos investigados, localizadas nos bairros Buritis e Caiçara, em Belo Horizonte.
“Eles captavam, cooptavam indivíduos para fornecer documentação e conta corrente. A partir daí, eles falsificavam certidões de óbito, adulteravam ocorrências de acidente de trânsito com vítima fatal e davam entrada visando ao recebimento do seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres)”, informou o delegado Hugo Arruda ao portal G1.
Ele também informou que a participação de agentes públicos não está descartada. “Os suspeitos usavam carimbos falsos das polícias Civil e Militar para fraudar as ocorrências de acidentes”, completou o delegado.
Uma das irmãs, ainda de acordo com o G1, chefiava o grupo com ajuda do marido. Centenas de certidões de óbito, de casamento e de nascimento, cartões bancários e equipamentos usados na produção de documentos falsos foram apreendidos.
Os suspeitos levavam um vida de alto padrão, com direito a quatro carros de luxo e relógios importados. Segundo a polícia, mais de cem pessoas eram usadas para receber o dinheiro do seguro e, em troca, ficavam com cerca de 10% do valor total.
Os suspeitos vão responder por crimes de estelionato, falsidade ideológica, organização criminosa, lavagem de dinheiro e extorsão mediante sequestro.
Notícias ao Minuto
