
Conforme o delegado Cléber Ferreira, a aeronave vinha do Nordeste e tinha feito uma conexão em São Paulo. Janadares era proprietária da pousada onde a vítima estava hospedada e teria contratado três homens para executar o advogado.
De acordo com informações do delegado, ela não reagiu à prisão e, em seguida, foi encaminhada para uma cela especial – por ser advogada – da Penitenciária de Guaíba. Janadares deve ser encaminhada de volta para o Nordeste.
Ela estava acompanhada do marido, que foi liberado. Aos policiais, Janadaris informou que o processo ainda está na fase de instrução e desconhecia o motivo da prisão. Em janeiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liberdade a advogada.
Investigação
Ela e o marido, Sérgio Luiz Sfredo, foram presos sob suspeita de encomendar a morte do advogado Marcos André de Deus Félix por desavenças entre eles. Félix foi baleado com três tiros na Praia do Francês e ficou internado por semanas no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), mas morreu no dia 27 de março de 2014.
O processo contra o casal tramita na comarca de Marechal, município da Região Metropolitana de Maceió, onde aconteceu o crime. Sfredo já havia sido solto por uma decisão do Supremo no dia 31 de outubro de 2015.
Entenda o caso
O advogado foi baleado com três tiros no dia 14 de março de 2014, na Praia do Francês, em Marechal Deodoro. Um deles foi na rua e outros dois dentro da pousada Ecos do Mar. Testemunhas contaram que Félix saía da praia quando foi perseguido por dois homens que estavam a pé.
Ele foi atingido no braço e de raspão no rosto e no tórax. A vítima morreu dias depois, no Hospital Universitário.
Além da dona da pousada, Janadaris, e do marido dela, Sergio Sfredo, outras quatro pessoas também são acusadas de envolvimento no homicídio.
Segundo o delegado, Álvaro Douglas dos Santos, conhecido como “Alvinho”, e Elivaldo Francisco da Silva, o “Vado” foram contratados por Janadaris para matar o advogado.
O motivo para o crime seriam as muitas desavenças entre a empresária e a vítima. Janadaris confirma as desavenças por uma briga judicial relacionada a uma pousada na Praia do Francês, mas nega autoria do crime.
“Nós éramos advogados dos inquilinos da pousada e o Marcos era advogado dos proprietários. O Marcos conseguiu uma ordem de despejo para os inquilinos e chegou gritando e ameaçando, mandando que eles saíssem imediatamente da pousada, mas orientamos nossos clientes a não saírem e chamar a polícia, pois ordem de despejo não se dá através do advogado e sim por oficial de Justiça”, disse Janadaris à época.
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