
Em razão do grande número de irregularidades apuradas pelo MPF e pela Controladoria Regional da União em Alagoas (CRU/AL), reputou-se mais adequado abordá-las em duas ações distintas. A primeira ação versou sobre as constatações pertinentes aos programas federais alusivos à educação; a segunda versará sobre as irregularidades encontradas nas áreas de saúde e previdência.
A primeira ação, proposta no dia 29/04/2016, contempla 26 pessoas e aborda os seguintes temas: a) fraudes em notas fiscais alusivas a serviços que jamais se viram executados; b) pagamentos em favor de empresa de servidor do próprio município de União dos Palmares; c) sequência de quatro contratações diretas que favoreceram o Instituto Prisma de Desenvolvimento Humano (IPDH), marcadas por direcionamentos e sobrepreços.
Na avaliação do MPF, o prefeito Beto Baía e o ex-secretário de educação Ricardo Leão Praxedes foram os principais artífices de um extenso esquema de fraudes na emissão de notas fiscais, de direcionamentos em contratações e de desvios de recursos públicos federais no município de União dos Palmares (AL).
Algumas das condutas ilícitas chegam a ser prosaicas, a exemplo de uma nota fiscal supostamente emitida antes mesmo de ter a sua emissão autorizada, de um pretenso transporte de várias pessoas numa motocicleta e da sucessão de notas fiscais alusivas à “construção” de vários banheiros que jamais foram edificados.
Se a ação for julgada procedente, os demandados, além de responderem pelos danos que causaram, se sujeitarão às sanções da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8429/1992), que vão desde o pagamento de multa pecuniária até a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos.
