
O pequeno Davi completou um mês de vida neste domingo.O comandante da guarnição, Sindeval Gomes, entrou em contato com o Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente e com familiares da mulher, que moram no distrito de Barra Grande.“Os parentes informaram que ela tem problemas mentais e que toma antidepressivos”, revelou o sargento que, ao lado dos soldados Freitas, Valéria e Deodato, evitou que Luciene abandonasse a criança no matagal.
Os policiais acreditam que essa era a intenção da mulher. Isso porque encontraram com ela uma carta de despedida.“Oi Davi, você nasceu no dia 10, era uma sexta-feira e eu tinha 31 anos. Você era a coisa mais bonita do mundo. Eu não estava bem, mas nunca desisti de você, meu coração (…) Estou muito triste, não sei o que está acontecendo comigo”, diz um trecho da carta, contida numa espécie de diário.
Os policiais conseguiram interceptar Luciene depois que receberam informações de duas mulheres, que viram quando a mãe ingressou no matagal carregando o bebê nos braços.“As circunstâncias apontam que ela ia se desfazer da criança, mas, graças a Deus, chegamos a tempo. Ela contou que ia se esconder no mato, porque estava sendo perseguida”, contou o soldado Freitas.À reportagem, Luciene falou pouco e derramou muitas lágrimas, enquanto amamentava o pequeno Davi. “Eu não tenho para onde ir, então fui para dentro do mato”, argumentou a mulher, aparentemente confusa.
Com Gazetaweb
