
“Minha linda, minha Ana, você desperta em mim o encanto pela vida, você me enternece, e a ternura faz de mim um ser humano melhor. Mas você desperta em mim os instintos mais deliciosamente primitivos”, disse o ex-parlamentar à noiva, juntos há 13 anos.
Pouco antes, Jefferson lembrara chorando o processo e o câncer no pâncreas que descobriu pouco antes de ser condenado a 7 anos e 14 dias de prisão. “(Ana) sofreu ao meu lado as mais duras penas da minha vida. Nunca se lastimou, nunca se lamentou, nunca reclamou. Enfrentou com serenidade a CPI do Mensalão, a minha cassação na Câmara dos Deputados, o processo criminal, o tratamento do câncer, a minha condenação judicial e a minha prisão. Jamais se queixou, jamais blasfemou”, afirmou o ex-deputado.
Depois da cerimônia, conduzida por uma prima do ex-parlamentar, Lana Santos Teixeira Pinto, os cerca de 300 convidados foram recebidos pelo casal em um almoço. Poucos políticos estão entre eles: os deputados Benito Gama (BA), Campos Machado (SP) e Cristiane Brasil (RJ, filha de Jefferson), todos do PTB.
Vários convidados enviaram aos noivos garrafas de champagne Veuve Cliquot, que seriam servidas durante as festa. Jefferson, no entanto, decidiu que não seria conveniente uma bebida que consideraria sofisticada e cara. Comprou garrafas do espumante nacional Chandom, brütt, roseé e demie-sec.
A comemoração custou R$ 100 mil, segundo cálculos do noivo. Sobre o valor, Jefferson reclama: “Querem botar preço no meu amor, e meu amor não tem preço”.
Desde 16 de maio, o ex-deputado cumpre pena em regime domiciliar. Ele teve autorização da Justiça para se casar e passar quatro dias em Levy Gasparian.
Estadão
