
De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), José Ramos dos Santos disse aos policiais que matou Shirley Souza depois que ela contou que o havia traído com um amigo do casal. Santos, contudo, só se entregou depois que vizinhos da região de Pedreira, na zona sul de São Paulo, encontraram o corpo da jovem em uma viela. A descoberta foi feita na noite de sábado; Santos, então, pegou um ônibus e viajou até o 1º DP (Sé) carregando a cabeça da namorada envolta em um saco plástico, dentro de uma mochila.
Aos policiais, Santos disse que estava com Shirley havia cerca de um ano, e que desconfiava da traição da namorada desde o ano passado. A suspeita, no entanto, havia ficado maior após a gravidez, pois Santos acreditava que a jovem tinha engravidado em uma época em que eles estavam separados.
Ainda segundo o depoimento de Santos à polícia, na última quinta-feira ele convidou Shirley para ir à casa do irmão dele, onde costumavam se encontrar. O casal teve relações sexuais e, depois, passou a discutir sobre a possível traição. De acordo com Santos, Shirley, então, confessou que o havia traído nas vésperas do Natal e do Ano-Novo.
Quando a jovem foi tomar banho, Santos a atacou e a estrangulou. Depois, percebendo que havia matado a namorada, pegou uma faca na cozinha e cortou o pescoço da jovem até decapitá-la. Guardou a cabeça em saco plástico e enrolou o corpo, com os pés amarrados, em um edredon, mas deixou o cadáver na casa. Depois que o irmão reclamou de um mau cheiro na casa, resolveu jogar o corpo na viela.
Santos está preso temporariamente, e o caso, que foi registrado como homicídio qualificado, está sendo investigado pelo 98º DP (Jardim Miriam). O Terra não conseguiu localizar os parentes da vítima, nem o advogado de Santos.
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