Um inquérito para investigar contratos do governo de Aécio Neves com agências de publicidade do empresário Marcos Valério, condenado pelo mensalão do PT, não tem conclusão após quase nove anos aberto. A informação é de uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo neste sábado (15).
As investigações do Ministério Público mineiro têm como objetivo apurar as operações que as duas agências de Marco Valério (SMPB e DNA) mantinham com o governo de Minas.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a apuração serviria para verificar a existência de alguma irregularidade nos contratos. Isso porque, na época em que houve o escândalo envolvendo agências de Valério com o mensalão do PT, um outro episódio, um mensalão tucano, ganhou destaque.
Na época do mensalão tucano, em 1998, quem governava Minas Gerais era Eduardo Azeredo. A Folha cita que, de acordo com informações da Procuradoria Geral da República, houve desvio de R$ 3,5 milhões de estatais mineiras para a campanha eleitoral de Azeredo.
Por conta disso, o Ministério Público recomendou, em 2005, a suspensão de todos os contratos de órgãos públicos do Estado com as agências SMPB e DNA de Marcos Valério. Na época, Aécio era o governador e teve que pagar ao publicitário R$ 27 milhões por causa dos contratos.
Ainda de acordo com a Folha de S.Paulo, a promotoria pediu cópias ao executivo dessa documentação, contratos e notas, porém, até o momento, tudo está parado.
A reportagem também cita que o atual senador Aécio Neves sempre negou irregularidades nesses contratos.
Fonte: R7
