
Assim, Piolim foi laureado pelos intelectuais da Semana de Arte Moderna (Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti e outros) em 1922, como “o maior artista popular brasileiro”.
E Arapiraca tem muito a comemorar neste dia, já que dois grandes empreendimentos circenses estão alocados na cidade até o mês de abril.
Um deles é o Grande Circo Popular do Brasil, o Marcos Frota Circo Show, montado ao lado do Arapiraca Garden Shopping, no bairro Santa Edwiges, com preços populares e horários flexíveis para toda a família poder participar junto desse momento único.
Idealizado pelo ator global Marcos Frota, que também criou a Universidade Livre do Circo (Unicirco), o intuito central é o de democratizar ainda mais o acesso a esse universo mágico, fato que era marcante nos interiores do país nas décadas passadas.
Isso se deve a uma experiência de Marcos ainda criança com o circo mambembe, feito por ciganos com ligação muito forte com o teatro europeu.
Segundo ele, a sua primeira visão sobre o ambiente foi um choque tremendo pela quantidade de cores e misticismo em volta do espetáculo. Ali ele viu que estava destinado a propagar aquela Arte por todo o Brasil. O Marcos Frota Circo Show percorre todo o país e fica no município arapiraquense até o próximo dia 2.
Outro grande que está entre nós é o ator, diretor, Patrimônio Vivo da Cultura Alagoana e mestre das Artes Circenses, Teófanes Silveira, com o Circo de Teatro Palhaço Biribinha. Ele está erguido no Parque Municipal Ceci Cunha, em frente ao Ginásio João Paulo II, bairro do Centro, e fica lá até o dia 9 de abril (leia mais aqui).
A proposta dele é ousada: apresentar todo dia um espetáculo diferente, remontando peças das décadas de 1970 e 1980, a contextualizá-las para o nosso tempo. Além delas, há também espetáculos com textos inteiramente autorais assinados pelo mestre, que dá nome à Escola Municipal de Circo Teófanes Silveira – Palhaço Biribinha, situada no Bosque das Arapiracas.
Fato que ele conseguiu ainda em vida e coisa que o saudoso Palhaço Piolim queria ter concretizado até sua morte em 1973, mas não pôde. Ficou então a intenção, ficou o legado para que a cultura circense não morresse.
Embora os circos populares estejam perdendo força, locais como a Escola de Circo de Arapiraca só fomentam a prática e salvaguardam esta tradição milenar. Durante o ano letivo, a instituição atende centenas de alunos da Rede Municipal de Ensino com aulas de malabarismo, monociclo, atividades no tecido, equilibrismo, iô-iô chinês e palhaçaria, entre outros.
*Assessoria
