
O mutirão para exumações e sepultamento foi uma das ações firmada por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado no Ministério Público de Alagoas. Os corpos exumados foram sepultados em 2011 e os inumados tinham mais de 30 dias no IML, prazo estipulado pelo órgão para identificação por familiares.
O perito médico-legista Kleber Santana, coordenador dos trabalhos, explicou que nesses dois dias o trabalho se concentrou em uma área do cemitério destinada ao IML onde são enterrados os corpos de indigentes. Após identificar as covas, as ossadas são retiradas, ensacadas e transferidas para os ossuários.
“Com a finalização desse segundo dia, conseguimos cumprir a meta estipulada pelo o TAC, mas isso não garante definitivamente a disponibilidade de vagas para sepultar corpos de indigentes. Por isso, iremos sugerir na próxima reunião com o Ministério Público a necessidade de criar uma normatização e, posteriormente, uma lei estadual para definir as regras para esse tipo de exumação”, afirmou o legista.
Dos trezes corpos, duas eram ossadas e já foram direto para o ossuário do cemitério. Com as exumações e os sepultamentos realizados nesta sexta-feira, restaram no IML apenas sete corpos que entraram após a assinatura do termo e que esperam o prazo estipulado pelo órgão para a identificação oficial feita por familiares ou exames de necropapiloscopia e DNA forense.
Agência Alagoas
