
Só que o veneno tem seu preço: Fabíola carrega nas costas uma penca de processos judiciais movidos pelos alvos famosos. Apenas um dos processos, em fase adiantada e com pouca chance de reversão, obrigou a Record a depositar quase 450 000 reais em juízo, a título de indenização a Luciano Huck (eis o número preciso indicado na guia de depósito: 449 567,63 reais). Em seu blog, Fabíola insinuou que o apresentador da Globo vivia uma crise no casamento com a apresentadora Angélica — nas notas, eles são chamados de “casal margarina”, em referência à imagem de estrelas-família de comercial. O último a lhe declarar guerra foi Luan Santana. Há duas semanas, após repetidas notas sugerindo que haveria algo mais pessoal por trás da amizade do sertanejo com seu ex-personal trainer, Gutão, o cantor anunciou um boicote às atrações da Record.
O sucesso de A Hora da Venenosa ressuscitou um subgênero que andava meio esquecido: a fofoca baixa. Para tirar seu naco, Silvio Santos entrou em campo. Em agosto, o SBT botou no ar uma atração similar no mesmo horário. De uma tacada, Silvio trouxe dois alcoviteiros da TV Gazeta, Leão Lobo e a drag queen Mamma Bruschetta. “Era uma proposta irrecusável”, diz Lobo. Mas nem o salário de 20 000 reais pago a cada um deles garantiu o êxito do Fofocando. Até agora, o SBT perde feio nos embates diretos. Em nova ofensiva, Silvio contratou Léo Dias, colunista do jornal carioca O Dia, tão docinho quanto Fabíola, para dar botes na amiga. Como tudo o que é ruim sempre pode piorar, a Record redobrou a aposta: criou cinco clones regionais de Fabíola, de Porto Alegre a Goiânia.
