A denúncia de suposta negligência médica e agressões, acabou em confusão no início da noite desta quinta-feira (06), no Hospital dos Usineiros. O caso foi parar na polícia.
A advogada Suzana Soares afirmou que sua avó, e cliente, Maria Aparecida, internada no Hospital há vinte dias por conta de uma hemorragia, teve o quadro de saúde agravado ontem (05) para coma e encefalopatia causado, segundo a advogada, pela falta de atendimento médico adequado no Hospital.
A advogada também relatou ao 4º DRP agressões físicas e verbais decorrentes de uma discussão com a diretora médica do hospital, Marta Mesquista que, de acordo com Suzana, reucusou-se a atendê-la e ainda a ameaçou de expulsá-la do hospital diante das críticas e denúncias relatadas.
Suzana relatou que Maria Aparecida foi hospitalizada para tratar de uma hemorragia, mas o quadro evoluiu para dores e problemas digestivos, recebendo diagnósticos diversos desde diverticulite a problemas nos rins, evoluindo para encefalotia, que se caracteriza por coma e confusão mental quando o paciente para de se alimentar, fato que aconteceu com Maria Aparecida nas últimas 24 horas.
A advogada relata que os diagnósticos não foram precisos, já que ao longo de vinte dias apenas um exame de sangue foi feito e os demais procededimentos médicos não foram realizados adequadamente. “Não adianta apenas recorrer à direção do Hospital, já que não fui ouvida, fui agredida e ameaçada de ser expulsa de um local público. Fui retirada do local por seguranças, porque minhas reclamações incomodaram”- enfatizou Suzana, que levou o caso à Polícia. “Mas também vou relatar o caso ao Judiciário e apresentar denúncia ao Ministério Público”, comentou a advogada, que confirmou a autoria de uma ação por danos morais contra a diretora médica Marta Mesquita.
Versão do hospital
A assessoria do Hospital do Açúcar contesta a acusação, afirmando que a família da paciente teria perdido o controle e iniciado a discussão. Marta Mesquita, diretora médica da instituição, solicitou que os familiares saíssem da sala e ao não ser atendida, pediu a segurança do hospital que os familiares fossem retirados da sala, mas que não houve agressões físicas por nenhuma das partes.
Às 18 horas, a idosa foi transferida para o HGE. Segundo a assessoria do Hospital do Açúcar, a paciente necessitava de internação na UTI e a instituição particular não tinha vagas.
De acordo com a advogada Suzana Soares, a vó dela chegou ao HGE, mas a unidade hospitalar não foi avisada da transferência. “Ela chegou aqui e foi jogada na ala vermelha”, relatou.
Fonte: TNH1
