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“Olho Vivo”: Falta de água, medicamentos e atendimento pediátrico mostra caos que se alastra no Hospital Santa Rita

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Atualizado às 12h00

 

O Hospital Regional Santa Rita de Palmeira dos Índios vive uma grande crise.

Na última terça-feira, o hospital, que atende Palmeira dos Índios e região, ficou sem água, sendo inclusive abastecido por carros-pipa.

E quando tem o líquido precioso, conforme um familiar de um paciente que estava internado em um apartamento, a água que escorre das torneiras da unidade é de péssima qualidade.

CATS“Vejam foto da suposta lama que escorre do chuveiro de um apartamento no hospital Santa Rita, que meu pai estava internado. Esse é o tratamento que os pacientes conveniados recebem, imagem se não? O tratamento da água aqui é nenhum”.

A água que sai das torneiras é praticamente da cor de lama.

Atrelado à crise financeira, também existe o problema de “gestão”, segundo pessoas que trabalham em diversos setores daquela unidade, inclusive médicos.

Denúncias chegam constantemente a este portal, por email e whatsapp, por conta da falta de medicamentos, tendo também os pacientes que se encontram nos leitos têm que comprar o seu próprio medicamento em muitos casos.

O caos que ali se estabeleceu não cabe somente à suposta “crise” financeira.

Hoje, o hospital só atende casos de emergência por meio de convênios e particulares.

Quem não tiver convênio não é atendido pelo menos se não tiver R$ 90 no bolso.

Por e-mail à Coluna “Olho Vivo”, um pai desabafou: “Meu filho precisava de um pediatra às 21 horas da última terça. Paguei R$ 90 pela consulta, no entanto, não fui atendido pelo devido profissional porque não havia plantonista à disposição. Fui atendido por um clínico geral. Nem pagando por fora consegui ter um atendimento digno no hospital”, explicou.

“Boa parte dos profissionais que atuavam na pediatria foi demitida ou remanejada para outras áreas” revelou uma funcionária que pediu o anonimato.

O Pediatra é o profissional com formação e conhecimento do processo de crescimento e desenvolvimento. Até a idade adulta ele deve ser o responsável pelo atendimento clínico da criança e do adolescente nos três níveis de atenção: primária, secundária e terciária.

A falta de um pediatra nos casos de emergência no Hospital Santa Rita é um grave problema.

O fechamento da Unidade de Emergência do hospital,  submete traumaticamente os palmeirenses ao atendimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

O Hospital Santa Rita, recebeu no ano passado um incremento no repasse de recursos estaduais e federais, possibilitando honrar diversos compromissos com os profissionais e seus fornecedores.

Mas, ao que parece, a crise que ronda o único hospital de Palmeira dos Índios, que fechou há pouco tempo a emergência e supostamente agora a pediatria, é endêmica e vem atingindo outros setores também.

Será mesmo que o governo precisa aumentar os repasses para atender as necessidades do hospital que já foi referência no Agreste?

O provedor e médico do Santa Rita, Pedro Gaia,  afirmou a este portal, em entrevista, no mês de julho, que a sociedade palmeirense e região já foi amplamente informada, a partir do último mês de outubro de 2014, que os atendimentos de urgência e emergência pelo Sistema Único de Saúde (SUS) teriam que passar pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, conforme encaminhamento, o Hospital Santa Rita acataria assim o possível internamento.

A partir daquele momento, só seriam aceitos atendimentos mediante comprovação de convênios e particulares.

A reportagem foi até a unidade para ouvir o provedor, Pedro Gaia, mas o mesmo se encontrava em São Paulo.

Ficam então as perguntas:

Onde estão, então, esses atendimentos pediátricos por convênio ou particulares?

Afinal de contas esse é um hospital público ou particular?

Onde estão aplicados os repasses?

Por que os pacientes eleitores de políticos ligados à gestão são prontamente atendidos?

Pasmem! O Hospital Regional Santa Rita, já foi referência na assistência hospitalar para os palmeirenses e alagoanos da 8ª microrregião de saúde.

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