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…e as tradições de Palmeira dos Índios a cada dia se vão. Cadê o 7 de Setembro?

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Crédito: Terra Xucurus

Da Redação

 

Pela manhã, ou na parte da tarde, o 7 de setembro era uma festa em Palmeira dos Índios, como também em todo o País. Entretanto, no caso específico da Terra dos Xucurus-Cariris, mantêm-se agora, e já há no mínimo dez anos, a “antitradição” de mortificar as nossas mais fortes e tradicionais manifestações.

Carnaval – um dos mais elogiados e frequentados do Estado – não existe mais; festas de meio de ano (Santo Antônio, São João e São Pedro); os lindos Natais nas praças foram esquecidos, e hoje o Dia 7 de setembro, que sempre foi um marco nas ruas de Palmeira, inclusive com bandas de escolas de outros Estados vindo desfilarem aqui.

As ruas estão vazias, e o povo, pelo menos o que acompanhou em outros tempos ou gerações, comentam entre si que as boas coisas que sempre elevaram Palmeira dos Índios a um patamar de qualidade e referência, apenas sente e ouve de outros que visitam a Palmeira antiga, uma frase: “Que saudades dos bons tempos; Por que Palmeira se acabou assim?”

Buscar as razões, segundo um jornalista que hoje já se encontra longe dessa terra, é simplesmente uma procura inútil, visto que os próprios políticos de sua terra “amam mais a si mesmos do que o desenvolvimento desse chão”. As tradições de Palmeira dos Índios, sua cultura e sua honra.

Têm se acabado com a sua própria história, pelas mãos de alguns de seus filhos, infelizmente, hoje gestores dos destinos da terra de Tilixi e Txiliá.

Tornar o 20 de Agosto – Emancipação Política de Palmeira dos Índios – uma data lembrada e respeitada, é um dever. Mas, esquecer a tradição do 7 de setembro nas ruas e praças de Palmeira, é no mínimo uma falta de respeito e de cidadania, o mesmo que D. Pedro Primeiro não tenha bradado grito nenhum.

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