
Crianças estão entre as vítimas mais atendidas pelo CBMAL. “Com crianças acontece muito, mas não com anéis. Por exemplo, uma pecinha de guarda-chuva quando quebra, ou algum objeto de plástico ou de metal que elas acham em casa e acabam colocando no dedo são as ocorrências mais comuns”, explica a soldado Willyenay Tavares.
Já com jovens e adultos as lesões costumam ser mais graves e envolvem não apenas situações de inchaço, como também de lacerações. “Acontece bastante com alianças e anéis conhecidos como ‘anti-stress’. Muitos homens que estão jogando bola, se agarram na trave prendem o anel nos pontos que seguram a rede. Também é comum ao descer do ônibus, prender o anel na lataria do veículo”, ilustra a militar.
‘ANEL DA MEIA NOITE’
A soldado também destaca a demora para resolver o problema como sendo um dos principais agravantes. “Geralmente, a pessoa tenta tirar o objeto, mas não consegue e fica esperando. Só quando não aguenta mais é que vai procurar nossa ajuda. Aí o dedo já está com um edema ou até ferido, tornando mais difícil e dolorosa a retirada do objeto”, conta a militar. Como não conseguem dormir por conta da dor, é na madrugada que são realizados a maior parte dos atendimentos. “Por isso chamamos de ‘anel da meia-noite’”, conta.
TÉCNICAS
Os bombeiros utilizam duas técnicas para extração de anel. A primeira delas envolve uma linha ou fio dental quando não há cortes nem lesões mais graves e o inchaço ainda não está muito grande. Outra forma é pelo uso de uma mini retífica usada para cerrar o anel, método mais usado atualmente.
CUIDADOS
Abaixo, algumas orientações do CBMAL:
– Quem faz a retirada desses objetos é o Corpo de Bombeiros, por isso, se não houver corte, sangramento ou laceração, a pessoa pode ir diretamente ao quartel do comando geral (QCG) do CBMAL, localizado no bairro do Trapiche; ou no Grupamento de Incêndio (GI), localizado no Tabuleiro;
– Em casos mais graves, quando há sangramento, corte ou laceração, a pessoa deve ir direto para o hospital, que deverá fazer a solicitação de apoio do Corpo de Bombeiros;
– Na internet é fácil encontrar vídeos ensinando a técnica da linha (ou fio dental) para retirada de anéis em casos mais simples, em que o edema está pouco desenvolvido;
– Retire os anéis dos dedos ao praticar atividades desportivas;
– Não se utilize anéis em atividades trabalhistas que possuam risco de objetos se prenderem ao anel;
– Não espere! Tendo dificuldade de retirar o anel ou o objeto do dedo, já é melhor procurar o Corpo de Bombeiros.
Ascom/Bombeiros
