O início dos trabalhos legislativos para o ano de 2015, os quais já eram esperados e cobrados pela sociedade palmeirense, após um longo período de dois meses, foi marcado por uma discussão acirrada entre situação e oposição no âmbito da Casa de Leis do município de Palmeira dos Índios.
O vereador Márcio Henrique (PPS), considerado até pelos próprios colegas, o único e verdadeiro opositor ao Executivo Municipal, questionou um voto sobre matéria de interesse público a que lhe foi atribuída concordância e voto a favor. O parlamentar discordou do presidente da Casa, Salomão Torres (PSDB). Simplesmente, em tom de autoridade, disse que a Secretaria da Casa, até o final de semana, disponibilizaria a cópia da Ata da sessão em questão. Ao tentar replicar sobre as colocações do presidente, o vereador Márcio Henrique, ainda usando, regimentalmente, o seu pedido de “Questão de Ordem”, o presidente deu-se o direito de defrontá-lo e, imediatamente, passar a palavra ao primeiro secretário, Sérgio Passarinho (PMDB) convocado às pressas, em substituição a Fábio Targino (PT).
Márcio Henrique ainda tentou argumentar, mas não foi atendido enquanto ainda ocupava a sua bancada. Porém, em suas considerações pessoais, fazendo uso da palavra na Tribuna, fez questão de reafirmar que o seu voto teria realmente sido contra em se tratando da referida matéria.
A se ver também questionada sobre aquela votação, a vereadora Sheila Duarte alegou inclusive ter votado contra. O Presidente Salomão Torres, durante o embate, orientou à Secretaria de Plenário que disponibilizasse cópias das atas da Sessão, ainda que contestado pelos vereadores Márcio Henrique, Sheila Duarte e Júlio Cézar sobre a confirmação de seus votos. Outra questão é a busca pela ampla difusão das reuniões da Câmara.
Segundo o vereador Márcio Henrique, o Poder Executivo nunca deu o devido respeito ao Legislativo, como assim se propôs ao início desse mandato. “Não executa nada do que se encaminha a partir deste Poder de Leis”, asseverou Márcio Henrique. E ainda concluiu, dirigindo-se a escolha de Luiz Lôbo como secretário de Educação do Município, como “primeiro-ministro” do Executivo e “incompetente para assumir uma Pasta desse nível. Por aí se vê a falta de responsabilidade desse governo”, desabafou o vereador Márcio Henrique.
Da Redação
