
Em um organismo normal, a quebra do carboidrato e de açúcares durante a digestão resulta no aumento da concentração de glicose no sangue. Percebendo isso, o pâncreas é requisitado a secretar a insulina. Esse hormônio tem a atuação voltada para a absorção da glicose pelas células do fígado, dos músculos esqueléticos e do tecido adiposo, diminuindo a concentração dela. A redução retira o estímulo inicial e resulta na consequente baixa do hormônio na corrente sanguínea. Esse equilíbrio é o principal desafio para o diabético, que não tem controle da quantidade de hormônio produzido ou mesmo da efetividade dele. A injeção de uma forma artificial de insulina não garante o balanço original entre hormônio e glicose, o que torna o diabético altamente suscetível a ter muita ou pouca insulina.
O hormônio criado pelo time dos professores de bioquímica Danny Chou, Matthew Weber e Benjamin Tang foi modificado em laboratório e nomeado Ins-PBA-F. Uma insulina sensível à glicose eliminaria a necessidade de aumentos adicionais do hormônio e reduziria os perigos que surgem com a administração inadequada. A Ins-PBA-F é diferente dos outros tipos de insulinas inteligentes criadas porque é uma modificação química diretamente da insulina natural. As propostas anteriores desse tipo de medicamento normalmente incorporam uma barreira à base de proteínas, como um gel ou um revestimento, que inibe o hormônio quando o açúcar no sangue é baixo. No entanto, esses componentes de base biológica são frequentemente fontes de problemas, provocando efeitos secundários indesejáveis e até de resposta imunitária.
Correio Braziliense
