
Programada para ocorrer até o dia 1º de fevereiro, a ação faz parte de um projeto de extensão universitária e contará com a participação de profissionais da saúde e estudantes de diversas universidades e faculdades parceiras do evento. Paralelamente, nas Estações Ferroviárias de Maceió e Rio Largo, também acontecem ações de conscientização sobre como prevenir a doença, com a distribuição de material educativo.
Já na quinta-feira (29), na Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), em Maceió, haverá atendimento médico e atividades educativas serão realizadas. Na sexta-feira (30), palestras com informações sobre os sintomas e sinais da doença serão ministradas em templos religiosos localizados nos dez Distritos de Saúde de Maceió.
A programação segue com uma busca ativa de sintomáticos da doença e encaminhamento de pacientes para exames nas unidades de Saúde. Pacientes que abandonaram o tratamento também serão visitados, em áreas cobertas pelo Programa de Saúde da Família (PSF), segundo informou a gerente de Agravos de Transmissão Respiratória e Sistemas de Informação da Sesau, Ednalva Araújo.
“As ações de mobilização contra a hanseníase visam chamar a atenção da população e da área de saúde pública. A doença tem tratamento pelo Sistema Único de Saúde e a eliminação da hanseníase está condicionada à qualidade dos serviços de saúde e a efetivação das ações que possibilitem o diagnóstico oportuno, o tratamento adequado e exames de contatos intradomiciliares”, afirmou a gerente.
Ainda de acordo com Ednalva Araújo, a doença ainda não está erradicada no Brasil. O Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) também está envolvido em todo o País para a campanha de combate à doença e visando evitar o preconceito.
Para o coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio, os principais motivos para que a doença ainda não tenha sido erradicada são o preconceito e a falta de informação. “A hanseníase tem cura, o tratamento está disponível no SUS, mas o medo da discriminação ainda afasta pacientes das unidades de saúde e dificulta o diagnóstico e o tratamento da doença”, alertou.
Segundo Custódio, essa situação é perigosa, “porque o diagnóstico precoce é fundamental para que o tratamento seja iniciado o quanto antes, interrompendo a transmissão da doença e afastando o risco de ocorrência de sequelas”, explica, ao informar que o Morhan mantém uma linha telefônica gratuita para todo o Brasil, o Telehansen: 0800 026 2001.
Sintomas e Diagnóstico
Manchas brancas ou avermelhadas sem sensibilidade para frio, calor, dor e tato; Sensação de formigamento, dormência ou fisgadas; Aparecimento de caroços e placas pelo corpo; Dor nos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; Diminuição da força muscular.
A identificação da doença é essencialmente clínica, feita a partir da observação da pele, de nervos periféricos e da história epidemiológica. Excepcionalmente são necessários exames laboratoriais complementares, como a baciloscopia ou biópsia cutânea.
Tratamento
A hanseníase tem cura e quando tratada em fase inicial não causa deformidades. O tratamento, denominado poliquimioterapia (PQT), é gratuito, administrado via oral e está disponível em unidades públicas de saúde de todo o Brasil. Para pacientes que apresentam a forma paucibacilar (PB) da doença, a duração do tratamento é de seis meses e para os que apresentam a forma multibacilar (MB), o tratamento dura um ano. Concluído o tratamento com regularidade, o paciente é liberado e é considerado curado.
A cada ano, 30 mil pessoas são diagnosticadas com hanseníase em todo território nacional. Só em Alagoas, no ano passado, foram 282 novos casos. Os municípios que têm a maior concentração de casos diagnosticados são: Maceió, Arapiraca, Santana do Ipanema, União dos Palmares, Deliro Gouveia, Rio Largo, Penedo e Pilar.
Agência Alagoas
