O Ministério Público de Alagoas informou, neste sábado (17), que vai acompanhar as investigações sobre a prisão de um porteiro pela Polícia Militar, após ele participar de um ato político ao lado de moradores de um condomínio no bairro da Ponta Verde, em Maceió. Segundo as informações, o funcionário estava em serviço no momento da ocorrência, que foi registrada na noite dessa sexta-feira (16).
Em vídeo enviado à imprensa, a promotora Karla Padilha informou que o Ministério Público pretende ouvir a Corregedoria da Polícia Militar de Alagoas e a Central de Flagrantes, para onde o porteiro foi levado. A medida, segundo ela, busca esclarecer as circunstâncias da prisão.
“Houve uma comunicação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre o episódio. Na próxima segunda-feira, serão adotadas providências junto à Corregedoria da Polícia Militar para apurar o que de fato aconteceu. A Central de Flagrantes também será acionada para esclarecer como ocorreu a autuação e qual crime foi registrado pela Polícia Militar. A partir dessas informações, serão avaliadas as eventuais medidas cabíveis”, explicou Padilha.
Um porteiro que estava de serviço em um condomínio no bairro da Ponta Verde, em Maceió, foi detido pela Polícia Militar e encaminhado à Central de Flagrantes após participar de um panelaço ao lado de outros moradores do prédio. O caso ocorreu na noite dessa sexta-feira (16), enquanto o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, concedia entrevista a uma emissora de televisão.
Imagens que circulam nas redes sociais (veja abaixo) mostram que um motorista que passava pelo local teria discutido com os manifestantes, dando início a uma confusão.
Em seguida, uma equipe da Polícia Militar foi acionada para o local e teria conduzido o porteiro à delegacia por um suposto desacato.

