Uma empresa do setor de energia solar que atua em Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas, é alvo de uma investigação da Polícia Civil por suspeita de fraudes financeiras. A apuração faz parte da Operação Funcionário do Mês IV, deflagrada nesta quinta-feira (15), também com diligências em Maceió.
De acordo com a Polícia Civil de Alagoas (PCAL), uma vendedora da empresa é suspeita de desviar pagamentos realizados por clientes, transferindo os valores para contas bancárias próprias e de terceiros. Os prejuízos comprovados até o momento somam R$ 150 mil, mas a estimativa é de que o montante total possa alcançar R$ 600 mil.
As apurações indicam que o esquema também envolveria a contratação de financiamentos bancários sem o conhecimento dos consumidores, por meio de contratos e assinaturas supostamente falsificados.
Outro ponto investigado é a oferta de condições irregulares para a quitação de dívidas. Segundo a polícia, a suspeita teria prometido descontos que não correspondiam aos procedimentos oficiais da empresa.
A investigação aponta que a funcionária teria se aproveitado da relação de confiança estabelecida com os clientes e com o próprio empregador para realizar as operações financeiras.
Durante a Operação Funcionário do Mês IV, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Maceió e Palmeira dos Índios. Os policiais apreenderam veículos relacionados aos investigados, e a Justiça determinou o bloqueio de valores mantidos em contas bancárias.
As medidas têm como objetivo preservar recursos que possam estar relacionados às fraudes e possibilitar a recuperação dos valores para o ressarcimento dos prejuízos.
Conforme as informações divulgadas, a empresa assumiu os danos financeiros sofridos pelos clientes e estima que as perdas totais possam chegar a aproximadamente R$ 600 mil.
A operação foi coordenada pelo delegado Dalberth Pinheiro, com investigação conduzida pelos delegados Christian Teixeira e Wesley Gotardo. A ação contou com equipes da Delegacia de Estelionatos, da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DNARC) e do Núcleo de Planejamento Operacional (NPO).
A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do caso, buscando esclarecer a participação dos investigados e recuperar os valores envolvidos.
Até o momento, os fatos seguem sob investigação, e as suspeitas deverão ser comprovadas no decorrer dos procedimentos legais.

