O Tribunal do Júri de Maceió condenou, nesta quarta-feira (7), Albino Santos de Lima a 30 anos de prisão pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva. O réu, conhecido como “serial killer de Maceió”, já possui outras condenações por homicídios e acumula penas superiores a 200 anos de reclusão.
O crime que vitimou Mikaele aconteceu no conjunto Joaquim Leão, no bairro Vergel do Lago, na parte baixa de Maceió. A jovem foi morta nas proximidades da Padaria do Tenório.
Durante o julgamento, o Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio da promotora de Justiça Adilza de Freitas, apresentou aos jurados a versão da acusação sobre os acontecimentos que antecederam o homicídio.
Segundo o MP, Albino teria entrado em contato com Mikaele por meio do perfil @guerracomanf, que utilizava uma imagem do Arcanjo Miguel. Conforme a acusação, ele teria oferecido R$ 250 à jovem em troca de uma relação sexual.
Mikaele teria recusado a proposta. Ainda de acordo com o Ministério Público, após a negativa, Albino passou a buscar informações sobre a vítima e a persegui-la.
A acusação sustentou que a perseguição terminou com o assassinato da jovem. Conforme os elementos apresentados no Tribunal do Júri, Mikaele foi surpreendida pelas costas, em uma ação que teria dificultado qualquer possibilidade de defesa. Ela morreu ainda no local.
A promotoria também apresentou aos jurados informações relacionadas a outros crimes atribuídos a Albino. Segundo a acusação, o réu teria agido de maneira planejada em diferentes homicídios.
Durante a investigação, teriam sido encontradas pastas com informações sobre possíveis vítimas e datas relacionadas à execução dos crimes. O material foi utilizado pelo Ministério Público para sustentar a tese de que os assassinatos eram planejados.
Albino Santos foi preso em 2024. Desde então, já foi condenado em outros processos relacionados a homicídios. Com a sentença desta quarta-feira, ele recebeu mais 30 anos de reclusão pela morte de Mikaele Leite da Silva.

