A eleição para deputado federal em Alagoas deixou candidatos com votações expressivas fora das nove cadeiras destinadas ao estado na Câmara dos Deputados. O resultado ocorre porque, na eleição proporcional, a definição dos eleitos leva em consideração não apenas a votação individual, mas também o desempenho dos partidos e federações.
Nivaldo Albuquerque (União Brasil) foi o candidato não eleito mais votado. Ele recebeu 67.631 votos e ficou como suplente da Federação União Progressista.
Na sequência aparece Paulão (PT), com 63.813 votos. Apesar da votação, a Federação Brasil da Esperança não conquistou nenhuma das cadeiras destinadas a Alagoas.
Entre os demais candidatos mais votados que não foram eleitos estão Kelmann Vieira (PSDB), com 55.668 votos; Samyra do Basto (PSD), com 52.204; e Davi Maia (PSD), com 48.070 votos.
A votação de Nivaldo Albuquerque e Paulão, inclusive, foi superior à de Gilvan Barros (PSDB), eleito com 63.061 votos. A diferença ocorre porque Gilvan conquistou uma das cadeiras destinadas à Federação PSDB Cidadania no cálculo proporcional.
O resultado evidencia que a quantidade de votos recebida individualmente por um candidato não é suficiente, por si só, para determinar sua eleição para a Câmara dos Deputados. No sistema proporcional, primeiro é calculada a quantidade de cadeiras conquistadas por cada partido ou federação. Depois, as vagas são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro de cada grupo, conforme as regras eleitorais.

