O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou, nesta segunda-feira (21), a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A decisão foi assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva na sexta-feira (18) e publicada no Diário Oficial da União.
A demissão ocorreu após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o ex-parlamentar por abandono de cargo. Segundo a decisão, Eduardo faltou ao serviço sem justificativa por período superior a 30 dias consecutivos, conduta classificada como infração disciplinar.
O PAD havia sido concluído pela Polícia Federal em julho deste ano. Na ocasião, a corporação encaminhou o processo ao Ministério da Justiça, responsável pela decisão definitiva sobre a aplicação da penalidade.
Eduardo Bolsonaro estava licenciado do cargo de escrivão para exercer o mandato de deputado federal. Após a perda do mandato, a Polícia Federal determinou que ele retornasse às atividades no Rio de Janeiro, o que não ocorreu. O processo disciplinar foi instaurado após a ausência e a não reapresentação ao trabalho.
O ex-deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ao justificar a permanência no país, Eduardo afirmou que buscava refúgio diante do que considera perseguição política no Brasil. A caracterização como exílio ou perseguição política corresponde à posição manifestada pelo próprio Eduardo.

