O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) ajuizou, na quinta-feira (10), uma representação contra o adolescente suspeito de envolvimento na morte de Fábio Caetano da Silva, de 39 anos, em Igaci, no Agreste de Alagoas. O órgão pediu à Justiça a apuração de ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado e a internação provisória do jovem.
De acordo com a representação apresentada pelo promotor de Justiça Kleytionne Sousa, a vítima teria sido imobilizada pelo adolescente durante uma discussão ocorrida no dia 8 de setembro. Na sequência, segundo o MPAL, Fábio teria sido submetido a uma violência de natureza sexual, com a introdução forçada de um objeto rígido, o que teria provocado graves lesões internas.
O homem foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para uma unidade de saúde de Igaci. Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para o Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, onde passou por um procedimento cirúrgico. Fábio, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 9 de setembro.
Na representação encaminhada à Justiça, o Ministério Público argumentou que a intensidade da violência, o suposto emprego de meio cruel e a motivação considerada fútil caracterizariam ato infracional análogo ao homicídio qualificado.
Diante da gravidade dos fatos e da necessidade de garantir o andamento da apuração, o MPAL solicitou a internação provisória do adolescente. O órgão também pediu a expedição de ofício ao Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca para que o laudo pericial cadavérico seja anexado ao procedimento.
O adolescente permanece apreendido na unidade da Polícia Civil de Igaci e está à disposição do Poder Judiciário, que deverá analisar o pedido de internação provisória e, posteriormente, as medidas socioeducativas cabíveis, conforme o andamento do processo.
A Promotoria de Justiça de Igaci informou que acompanha diariamente os trabalhos realizados pela delegacia local para a conclusão do auto de apreensão.
Por se tratar de adolescente, a identidade do envolvido é mantida em sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

