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Estudo aponta risco maior de glaucoma entre homens que usam tadalafila por longos períodos

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A tadalafila, medicamento amplamente utilizado no tratamento da disfunção erétil, pode estar associada a um risco maior de desenvolvimento de glaucoma quando usada por períodos prolongados. Um estudo com quase 74 mil homens identificou uma associação entre o uso do medicamento e uma probabilidade 22% maior de desenvolver a doença.

Publicado em 4 de agosto na revista British Journal of Ophthalmology, o estudo analisou dados de 73.854 homens com 40 anos ou mais, disponíveis na TriNetX, uma rede global de pesquisa em saúde e plataforma de dados clínicos.

Metade dos participantes havia recebido prescrição de tadalafila ou de outro medicamento da mesma classe, principalmente para o tratamento da hiperplasia prostática benigna — condição caracterizada pelo aumento da próstata, que pode dificultar a passagem da urina. A outra metade não utilizava medicamentos dessa classe.

Os pesquisadores acompanharam os participantes por até cinco anos e compararam a ocorrência de glaucoma, hipertensão ocular e o início de tratamentos relacionados à doença. Para reduzir possíveis interferências nos resultados, os grupos foram pareados de acordo com fatores como idade, etnia, tabagismo, transtornos relacionados ao consumo de álcool, medicamentos utilizados e condições de saúde preexistentes.

Entre os homens que usavam tadalafila, a incidência acumulada de glaucoma em cinco anos foi de aproximadamente 3,93%, contra 3,16% entre aqueles do grupo de comparação. Na prática, isso correspondeu a um risco relativo 22% maior de receber um diagnóstico de glaucoma entre os usuários do medicamento.

É importante destacar que o aumento de 22% se refere ao risco relativo, e não significa que 22% dos usuários de tadalafila desenvolverão a doença. Em uma comparação hipotética com 10 mil pessoas e proporções semelhantes às observadas no estudo, seriam registrados cerca de 393 diagnósticos no grupo exposto ao medicamento, contra 316 no grupo de comparação — uma diferença de aproximadamente 77 casos.

Os resultados apontam para uma associação entre o uso da tadalafila e o glaucoma, mas não comprovam que o medicamento seja responsável diretamente pelo desenvolvimento da doença.

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