O Fórum de Arapiraca sedia, nesta terça-feira (25), o julgamento de Regivaldo da Silva Santana, conhecido como “Giba”, acusado de assassinar quatro jovens e ocultar os corpos em um poço na zona rural do município, em abril de 2024.
O réu responde pelas mortes dos irmãos Letícia da Silva Santos, de 20 anos, e Lucas da Silva Santos, de 15 anos, além dos respetivos companheiros, Erick Juan de Lima Silva, de 20 anos, e Joselene de Souza Santos, de 17 anos.
Também há outros dois réus, Weslley Santana Sá e Adriano Santos Lima, que respondem pelos crimes de ocultação de cadáver. De acordo com o MP, eles estão em liberdade.
A acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Ivaldo da Silva, representante do Ministério Público de Alagoas (MPAL).
O promotor informou que estará disponível para prestar esclarecimentos à imprensa no local antes do início da sessão e ao término dos trabalhos do júri.
O crime ocorreu no dia 13 de abril de 2024, em uma chácara no Sítio Laranjal. Conforme o inquérito conduzido pela Delegacia de Homicídios de Arapiraca e divulgado pela Polícia Civil de Alagoas, o empresário efetuou os disparos contra o grupo.
As investigações apontaram que os alvos iniciais eram Lucas e Erick, enquanto Letícia e Joselene foram executadas como queima de arquivo. A tese de legítima defesa apresentada pelo réu durante as apurações foi descartada pela polícia por falta de amparo nas provas colhidas.
De acordo com os autos, imagens de câmeras de segurança registraram que as duas jovens estiveram com o acusado na noite do crime em um estabelecimento bancário e em uma pizzaria no bairro Boa Vista.
Ao retornarem à propriedade, Lucas e Erick teriam questionado a presença das meninas com o empresário, momento em que as execuções foram iniciadas.
Após os homicídios, os corpos das quatro vítimas foram jogados dentro de uma cacimba para encobrir o crime, ação que contou com o auxílio de outros dois investigados na etapa do inquérito.

