Da Redação
Quatro homens foram mortos a tiros no centro de Formosa, em Goiás, após viajarem de São João d’Aliança para cobrar uma dívida de aproximadamente R$ 250 mil relacionada à negociação de um caminhão. O crime é investigado pela Polícia Civil como uma possível execução planejada.

As vítimas foram identificadas como Luiz Antônio Rodrigues, de 58 anos; Gustavo Fernandes Graças, de 30; André Luiz Ferreira Silva, de 41; e Gustavo Aurélio Miguel, de 31. O carro utilizado pelo grupo foi atingido por cerca de 25 disparos.
De acordo com o delegado José Antonio Machado Sena, imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores não mostram as vítimas efetuando disparos. A informação reforça a principal linha de investigação, de que os quatro teriam sido surpreendidos em uma ação previamente planejada.
Segundo informações divulgadas por Bruno Silveira, entre os principais suspeitos de envolvimento na articulação do crime estão um policial militar da reserva, o filho dele e um sócio. Antes da chacina, as vítimas já haviam registrado um boletim de ocorrência por estelionato contra o grupo, segundo a investigação.
A Polícia Civil agora busca reconstruir os últimos passos das vítimas, analisar imagens de segurança e confrontar os depoimentos dos envolvidos para esclarecer como a cobrança terminou em violência e identificar quem teria participado diretamente dos assassinatos.
Caso chama atenção pela semelhança com chacina no Paraná
Os investigadores também analisam possíveis semelhanças entre o crime de Formosa e um caso ocorrido há cerca de um ano em Icaraíma, no Paraná. Na ocasião, quatro homens desapareceram depois de tentar cobrar uma dívida estimada em R$ 255 mil.
Quarenta e quatro dias após o desaparecimento, os corpos foram encontrados enterrados em uma propriedade rural. As vítimas apresentavam marcas provocadas por disparos de arma de fogo.
No caso paranaense, pai e filho, identificados como Antonio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, são apontados como suspeitos e continuam foragidos. Os nomes chegaram a ser incluídos na lista vermelha da Interpol.
A possível conexão entre os dois episódios ainda não foi confirmada. A Polícia Civil de Goiás investiga se existe alguma relação entre os envolvidos, além de verificar possíveis semelhanças na forma como os crimes foram planejados e executados.
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