Brasil

Mesmo após convenções, partidos ainda podem mudar chapas

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Mesmo com o encerramento das convenções partidárias na quarta-feira (5), as articulações para a composição das chapas das eleições de 2026 devem continuar nos próximos dias. Os partidos ainda têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral, prazo que permite ajustes de última hora.

As convenções, realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, serviram para a escolha de candidatos e definição de coligações. No entanto, o processo só é concluído com o pedido de registro das candidaturas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode ser protocolado até as 19h do dia 15 de agosto.

A legislação eleitoral permite que as convenções deleguem às comissões executivas ou a outros órgãos partidários a definição de candidaturas e alianças após o encerramento dos encontros, desde que essa possibilidade esteja prevista na ata da convenção.

Isso, porém, não significa que candidatos já homologados possam ser substituídos livremente. A troca de nomes só é permitida nas hipóteses previstas em lei, como renúncia, morte, cancelamento ou indeferimento do registro.

O período até o fim do prazo de registro deve ser utilizado principalmente para concluir negociações envolvendo vagas de vice-governador, suplências ao Senado e alianças regionais. Também há expectativa de que decisões nacionais influenciem os palanques estaduais, especialmente entre partidos que adotaram neutralidade na disputa presidencial e deixaram liberdade para composições locais.

Chapas à Presidência

Na disputa pelo Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará a reeleição ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), repetindo a chapa vencedora de 2022. A candidatura reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), além de PSB, PDT e Federação PSOL-Rede, sendo a única formada por partidos diferentes.

O PL oficializou o senador Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência e confirmou, no último dia das convenções, o deputado federal alagoano Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente. Após semanas de negociações, a legenda optou por uma chapa composta exclusivamente por filiados ao partido.

Entre as demais candidaturas, o PSD lançou Ronaldo Caiado, tendo o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, como vice. O Novo confirmou Romeu Zema, com o senador Eduardo Girão na vice. Já o Missão apresentou a chapa formada por Renan Santos e o militar da reserva Aroldo Medina.

Na esquerda, a Unidade Popular lançou Samara Martins e Raquel Brício. O PSTU terá Hertz Dias e Vanessa Portugal; o PCB confirmou Edmilson Dias e Cleusa Santos; e o Partido da Causa Operária (PCO) oficializou Rui Costa Pimenta e Antônio Carlos Silva, o Toninho.

Também disputam a Presidência Leonardo Avalanche e Tenente Dalma, pelo PRTB; Augusto Cury e Júlio Delgado, pelo Avante; Clariana Barão e Fabiana Torquato, pela Democracia Cristã (DC); e Wilson Grassi Júnior, pelo Democrata, que ainda não definiu o candidato a vice-presidente.

O Mobiliza decidiu não lançar candidatura própria ao Palácio do Planalto e retirou a pré-candidatura de Cabo Daciolo.

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