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“Depois da queda, o coice”, Kelmann detona exclusão e escancara racha no grupo de JHC

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A convenção do PSDB de Alagoas, realizada nesta quarta-feira (5), que deveria marcar o início da caminhada eleitoral de JHC rumo ao Governo do Estado, acabou expondo um cenário bem diferente do discurso de renovação apresentado ao eleitor. A ausência do principal nome do partido, o pré-candidato ao Governo de Alagoas, JHC, e a exclusão do vereador Kelmann Vieira da chapa de candidatos a deputado federal provocaram forte repercussão política e abriram espaço para questionamentos dentro do próprio grupo.

A composição da chapa e a exclusão de nomes considerados importantes abriram uma crise interna logo na largada da campanha.

Um dos episódios mais emblemáticos envolve o vereador por Maceió, Kelmann Vieira, um dos primeiros parlamentares a declarar apoio ao projeto político de JHC para o Governo. Apesar da fidelidade demonstrada durante a pré-campanha, Kelmann sequer teve o nome incluído na chapa proporcional apresentada durante a convenção.

A ausência chamou atenção porque, enquanto lideranças participavam do evento, o vereador publicou imagens treinando na academia. Pouco depois, iniciou uma série de desabafos nas redes sociais.

“Depois da queda o coice! Logo eu que fui o único a sair do MDB e ir ao PSDB sem anuência e respondo a um processo na Justiça?!! Recebo agora que a chapa de federal cortou meu nome!! Por quê?? Porque critiquei o coronel?? Será que a patente dele é maior que a minha?”, escreveu.

Em outra publicação do Estadão Alagoas informando que ele teria desistido da disputa, Kelmann rebateu imediatamente nos comentários.

“Desisti de nada! Não colocaram meu nome. Vou atrás da minha vaga!”

O vereador também levantou outro questionamento que repercutiu nos bastidores da política alagoana.

“Perguntar não ofende, mas por que o filho de Luciano Barbosa, que vota e apoia Renan, foi aprovado na convenção, enquanto eu, que sou do PSDB, deixei o MDB e coloquei meu mandato em jogo, fui simplesmente cortado?!”

As declarações reforçam a percepção de que a convenção deixou feridas abertas dentro do próprio grupo político. O episódio também contrasta com o discurso de renovação e da chamada “nova política”, frequentemente utilizado por JHC.

Nos bastidores, aliados admitem que a montagem das chapas foi marcada por negociações de última hora, pressão de lideranças e acomodações políticas. A exclusão de Kelmann, um dos primeiros defensores do projeto eleitoral, aumenta a percepção de que antigos métodos de composição política continuam prevalecendo.

Até o momento, a direção estadual do PSDB e a coordenação da campanha de JHC não se manifestaram oficialmente sobre os questionamentos feitos por Kelmann Vieira nem explicaram os critérios adotados para a definição da chapa proporcional.

O episódio evidencia que, antes mesmo do início oficial da campanha, o grupo já enfrenta um desgaste interno que pode ter reflexos na disputa eleitoral de 2026.

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