Da Redação
Um médico foi condenado a 40 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela Justiça de São Paulo após ser responsabilizado por lesões corporais que provocaram perda parcial ou permanente da visão em 21 pacientes.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), os casos ocorreram durante um mutirão de cirurgias de catarata. A investigação apontou que falhas na esterilização dos materiais utilizados nos procedimentos provocaram uma infecção que atingiu os pacientes. Exames periciais identificaram a presença da mesma bactéria nas vítimas.
A decisão judicial considerou que o médico assumiu o risco de causar os resultados e apontou a existência de dolo eventual, levando em conta o número de pessoas afetadas.
Ainda conforme o processo, o próprio cirurgião relatou que o avental não era trocado entre os procedimentos. Uma integrante da equipe também afirmou que apenas duas caixas cirúrgicas foram utilizadas em várias operações realizadas em sequência.
A Justiça destacou que cada paciente deveria contar com materiais próprios e devidamente esterilizados. Após a substituição completa dos instrumentos, a sequência de infecções foi interrompida.
Para o magistrado responsável pelo caso, os depoimentos e demais provas demonstraram o descumprimento de normas sanitárias básicas durante o mutirão.
