Da Redação
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) teria obtido, neste mês, o green card, documento que garante residência permanente nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pela colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, e ocorre enquanto o parlamentar enfrenta uma condenação judicial no Brasil.

Com a autorização de residência permanente, Eduardo passa a ter permissão para morar e trabalhar legalmente em território norte-americano, além de estudar e entrar e sair do país de acordo com as regras estabelecidas para os residentes permanentes. O direito ao voto em eleições americanas, no entanto, continua restrito aos cidadãos dos Estados Unidos.
Segundo as informações divulgadas, o processo para obtenção do documento vinha sendo analisado há mais de um ano e foi concluído recentemente.
A concessão do green card acontece após Eduardo Bolsonaro ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A decisão judicial é apontada como um dos fatores que tornam incerto um eventual retorno do ex-parlamentar ao Brasil no curto prazo.
O episódio também repercute no cenário político internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia feito críticas ao governo brasileiro e demonstrado oposição a decisões tomadas por integrantes do STF, especialmente pelo ministro Alexandre de Moraes.
Na avaliação do comentarista Claudio Humberto, a concessão da residência permanente pode ser interpretada como um sinal de aproximação política entre a administração Trump e integrantes da família Bolsonaro. A análise também considera que o caso se insere em um contexto de brasileiros que deixaram o país alegando perseguição política e buscaram proteção ou residência no exterior.
Com o novo status migratório, Eduardo Bolsonaro poderá permanecer nos Estados Unidos de forma permanente e construir sua vida no país ao lado da família. O caso, contudo, ainda deve gerar repercussões políticas no Brasil, especialmente diante da condenação determinada pelo STF e das declarações anteriores de autoridades americanas sobre o cenário político e judicial brasileiro.
