Da Redação
A Justiça Militar de Alagoas aceitou a denúncia apresentada pela Procuradoria Militar do Estado contra seis policiais militares acusados de envolvimento em um caso de tortura que teria resultado na morte de Rogério Almir Santos, de 32 anos, no município de Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas.

Com a decisão, os policiais Ulisses de Souza Freire de Lima, Lucas Cruz de Andrade, José Jefferson Pereira de Andrade, Pablo Victor de Oliveira Souza, Renan Vitor da Silva e John Felipe Rocha passam a responder formalmente à ação penal militar na condição de réus.
Apesar do recebimento da denúncia, o pedido do Ministério Público para afastar os militares das atividades externas e operacionais foi negado pela Justiça. Na decisão, o magistrado entendeu que não foram apresentados elementos suficientes para justificar a aplicação da medida cautelar, destacando que a gravidade das acusações, por si só, não autoriza restrições ao exercício das funções dos agentes.
O caso ganhou grande repercussão em julho de 2025, após a viúva de Rogério, identificada como Arielle, divulgar um vídeo nas redes sociais denunciando que o marido teria sido torturado dentro da própria residência por homens que se apresentaram como policiais militares.
Em seu relato, ela afirmou que a vítima sofreu agressões e teria recebido choques elétricos durante a abordagem. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que Rogério Almir Santos morreu em decorrência de espancamento.
Na época, a viúva cobrou responsabilização pelos fatos e contestou a ação policial, afirmando que o marido não estava armado nem portava drogas no momento da abordagem. Com o recebimento da denúncia, o processo seguirá para a fase de instrução, quando serão produzidas provas e ouvidas as testemunhas antes do
