
Dona Severina, de 72 anos, detalhou como foi agredida pela própria filha no município de Viçosa, em Alagoas. A idosa afirmou que o ataque aconteceu após ela se negar a dar dinheiro para a compra de entorpecentes e bebida alcoólica.
“Ela pediu dinheiro para dar dinheiro para comprar cachaça e maconha. Eu não quis dar”, contou a vítima sobre o início da confusão. Segundo o relato, a recusa motivou a reação violenta da suspeita de 35 anos.
A idosa descreveu que recebeu golpes físicos da filha logo após a negativa do dinheiro. “Aí ela meteu o pé a pesada em mim e eu fiquei todo doído, todo sangado”, afirmou Dona Severina ao descrever a agressão.
A vítima mostrou hematomas na região das costas para a equipe de reportagem que foi até a sua residência. Ela relatou que ainda sente muitas dores físicas nos locais onde foi atingida pelos golpes da agressora.
Ao ser questionada sobre como pretende seguir a sua rotina daqui para frente, a idosa respondeu que pretende viver “sozinho”. Ela mora em uma casa no município de Viçosa, na região da Zona da Mata do estado.
A filha de Dona Severina teve a prisão preventiva decretada pela justiça e foi levada para o presídio feminino, em Maceió. A mulher confessou o crime na delegacia e alegou que as duas haviam consumido bebidas alcoólicas.
A Polícia Civil decidiu indiciar a suspeita pelo crime de tortura, que é considerado mais grave que a lesão corporal. Os investigadores afirmaram que as imagens gravadas por vizinhos mostram um “intenso sofrimento” físico e moral da vítima.
O material em vídeo registrado por testemunhas mostra a idosa sendo espancada no meio da rua e arrastada pelos cabelos. Esse conteúdo foi utilizado pela justiça como prova para determinar a prisão da agressora.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Alagoas informou que recebe cerca de 10 denúncias de violência contra idosos por semana. O órgão reforça que a população deve denunciar esses casos para interromper ciclos de agressão.
As denúncias de maus-tratos podem ser feitas em delegacias de polícia, no Ministério Público ou nos conselhos municipais da pessoa idosa. A assistência social e o apoio psicológico são necessários para ajudar as vítimas a superarem o ocorrido.
