Com a diversidade de religiões no mundo, a intolerância ganha ainda mais forças. A perseguição religiosa fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada na França em 1948. No artigo 18, a lei declara que todo homem é livre para pensar, ter consciência e religião, com liberdade para mudar de religião ou manifestá-la de forma coletiva ou isoladamente.
Porém, apesar de 58 Estados terem ratificado a Declaração, muitos ainda reprimem o direito religioso de seus moradores com penalidades duras, como a pena de morte. Em muitos casos, as pessoas que abandonam a fé adotada pelo país são presas, torturadas e podem perder tudo o que possuem.
Confira a lista dos 10 países com mais casos de perseguição religiosa e casos recentes que deixam as instituições em alerta

O primeiro país da lista, a Coreia do Norte, costuma prender religiosos e forçá-los a trabalhar como escravos. De acordo com a ONG internacional Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos, em tradução livre), as atividades religiosas não existem no país e o governo patrocina grupos religiosos que não desafiem a autoridade local para criar uma ilusão de liberdade religiosa.
O país lidera o ranking há 12 anos

Na Somália, o grupo militante Al Shabaab, fundamentalista islâmico, ataca membros de outras igrejas e templos.
Segundo a Portas Abertas, os 0,04% de cristãos que existem no país são obrigados a praticar sua fé em segredo. Apesar do país ter maioria islâmica e sunita, os ataques às religiões são praticados por insurgentes fundamentalistas
A Síria ocupa o terceiro lugar da lista geral. Em plena guerra civil, que já dura mais de três anos, quase todas as igrejas e mesquitas das cidades afetadas foram derrubadas em bombardeios.
As forças do governo e os rebeldes continuam em ataques constantes que inibem manifestações religiosas e deslocamento de milhares de refugiados. As cidades com maiores índices de liberdade religiosa se tornaram cidades fantasma

Nas cidades de Bagdá e Mosul, cobram-se taxas de não-muçulmanos para diminuição de fiéis em outras religiões. A região curda, que é considerada semi-autônoma também é perseguida
Em um efetivo clima de guerra, insurgentes sunitas estão ameaçando a liberdade como um todo. Membros do Estado Islâmico do Iraque e do Levante já mataram centenas de pessoas e deslocaram, segundo a Portas Abertas Brasil, mais de 250 famílias.
O grupo fundamentalista, que é uma dissidência da Al Qaeda, é uma das maiores ameaças porque não costuma hesitar em matar opositores ao ideal islâmico

De acordo com a constituição local, a conversão pode ser considerada apostasia e punida com morte. Em pronunciamento, o embaixador do Afeganistão nos Estados Unidos disse que “o governo só não deseja que os princípios de outras religiões dominem o país”

Apesar de ter maioria muçulmana, os xiitas da Arábia Saudita sofrem discriminação na educação e na justiça.
Todos os estrangeiros são obrigados a comemorarem as festas do islamismo

Na constituição local, todos os cidadãos devem ser muçulmanos para viverem nas Maldivas. Para as autoridades, a conversão para outras religiões está associada à perda da cidadania

Entretanto, a lei da blasfêmia pode levar à morte pessoas que desprezam o Islã e seus profetas. Para acusar alguém de blasfêmia, não é necessário ter provas, apenas uma acusação formal.
No Paquistão, a palavra de um muçulmano vale pela palavra de dois não muçulmanos, o que colabora para que o país fique no oitavo lugar do ranking

No país, é permitido que igrejas ensinem seus credos, porém, são proibidas de fazer isso em persa, língua oficial do país

Todos podem adorar aos seus deuses, porém, o governo proíbe a conversão em massa e de muçulmanos a outras religiões

Na última segunda-feira (16), o grupo islamita somalis shebab reivindicou um ataque em uma cidade litorânea do país, deixando 49 mortos. Em entrevista ao tabloide britânico Daily Mail, uma mulher que não quis se identificar afirmou que os militantes entraram na sua casa e perguntaram se eles eram muçulmanos. “Meu marido disse que éramos cristãos, então eles atiraram na cabeça dele”, disse a mulher

A lei que vigora no Egito castiga insultos ou falta de respeito ao Islã, ao Cristianismo e ao Judaísmo. A professora, que é cristã copta, já teria pagado multa de cerca de R$ 30 mil (10 mil euros) ao governo.
Na foto, mulheres participam de uma celebração dentro de uma igreja cristã copta

De acordo com Ajith Rohana, porta-voz da polícia, os budistas teriam queimado lojas de islâmicos.
Ainda segundo a polícia, o ataque teria sido uma resposta a um espancamento de um monge budista por quatro muçulmanos
Fonte: R7


