
Neste ano, 2.319 empresários estão na disputa, o que representa 9,31% das 24.887 candidaturas. Em 2010, os 1.926 empresários eram 8,55% dos 22.511 candidatos.
Ao todo, a ocupação ganhou 393 representantes.
A profissão costuma ter campanhas abastadas. O levantamento do R7 aponta que, tanto na disputa pelo Senado como na disputa pelos governos estaduais, o gasto máximo informado ao TSE pelos comitês de campanha dos empresários é aproximadamente o dobro da média.
Na corrida pelo Senado, os 16 empresários que entraram na disputa preveem, em média, gasto máximo de R$ 9.686.666,67, enquanto a previsão média considerando todos os concorrentes ao cargo é de R$ 5.906.241,13.
Na disputa pelos governos estaduais, os sete empresários preveem, em média, gasto máximo de R$ 29.571.428,57, enquanto a média geral para o cargo é de R$ 14.883.354,86.
Outra profissão do mundo empresarial que teve alto crescimento é a de “administrador”. A ocupação aparece em quarto lugar no ranking das que mais cresceram, com 155 mais representantes do que em 2010. No total, são 677 candidatos.
“Vereador” e “dona de casa” aparecem em segundo e terceiro lugar na lista, com aumento, respectivamente, de 225 e 168 candidaturas.
Decadência
A segunda profissão mais comum entre os candidatos é a de “advogado”, com 1.381 representantes. A quantidade, porém, pouco variou de 2010 para 2014: houve acréscimo de 26 nomes — o que coloca a ocupação apenas na 21ª colocação entre as que mais cresceram.
Como o número total de candidatos também cresceu, os advogados, mesmo com a ligeira alta, perderam peso na disputa. Em 2010, eles eram 6,01% das candidaturas e, agora, representam 5,54%.
Outras duas profissões tradicionais aparecem entre as que mais perderam representantes. Com 590 candidatos, a ocupação de “médico” tem hoje 83 nomes a menos do que há quatro anos. A profissão de “engenheiro” surge com 253 candidatos, 69 a menos do que em 2010.
Ambas ocupações só ficam atrás, entre as que mais perderam candidatos, da profissão de “comerciante”. Com 998 candidatos em 2014, a ocupação tem 137 candidatos a menos que em 2010.
Novas ocupações
Em 2014, 16 ocupações que não tinham representantes em 2010 passaram a ter — entre elas, a de Presidente da República, já que Dilma Rousseff disputa a reeleição, diferentemente de Lula no último pleito.
Por outro lado, 13 profissões que apareciam nas declarações dos candidatos em 2010 deixaram de ter representante.
O levantamento do R7 foi feito com dados coletados na segunda quinzena de julho no site do TSE. Os números podem sofrer variações, já que, segundo a Corte, não estão totalmente consolidados.
Fonte : R7
