
Às 12h50, Manaus registrava 387 microgramas de poluentes por metro cúbico, o que indica que todos os moradores da cidade estão sujeitos a efeitos sérios na saúde. A nível de comparação, a cidade de São Paulo registrou 122 microgramas de poluentes por metro cúbico no mesmo horário.
A causa do alto índice de poluição está nas queimadas que se espalham pelo estado e pelas outras unidades federativas que compõem a Amazônia Legal. Apenas no mês de setembro mais de 7 mil focos de queimadas foram registrados no Amazonas e, desde o início de outubro, mais de 2.600 pontos de calor já foram contabilizados.
O baixo nível de chuvas é parcialmente responsável pelo agravamento. Entre julho e setembro o déficit registrado no interior do Amazonas e no Pará foram os mais severos desde 1980. A queda tem sido observada desde maio e deve permanecer até dezembro, quando espera-se que o El Niño atinja seu ápice, segundo o Cemaden. A baixa pluviosidade também tem afetado os rios, que estão com níveis abaixo da média em toda a região.
