
Os advogados classificam os atos de Cunha como “abusos”. “Os recursos públicos poderiam ser utilizados por qualquer pré-candidato em promoção pessoal? Não. Então uma entidade que se utiliza desses recursos não poderia ter seu nome ligado a qualquer um desses”, explica Alisson de Vasconcelos Lima, que é um dos advogados do Patriotas.
Eles afirmam que o evento realizado no Instituto IZM, em Maceió, teria sido uma forma de movimentar a pré-candidatura de Cunha. “Isso tem sido comum, tivemos também dezenas de outdoors em Maceió, ligando o pré-candidato a ações da prefeitura, que ele sequer faz parte da administração”, explicou
O Patriotas chama a atenção para o fato de que o partido de Cunha, o União Brasil (UB), foi que ingressou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) que resultou na proibição para Paulo Dantas e Renan Filho se promoverem em atos do governo do estado. “A dúvida é se o que ele condenou é diferente do que tem sido feito na sua pré-campanha”, questiona o Patriotas.
E a Justiça Eleitoral determinou, nessa quinta-feira (16), a manutenção da decisão judicial que proibiu o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), e o ex-governador de AlagoasRenan Filho (MDB), de fazerem promoção pessoal durante os eventos públicos do governo do Estado.
Um mandado de segurança com pedido de liminar impetrado por Paulo Dantas e Renan Filho tentou suspender a decisão, mas o pedido foi negado pelo desembargador eleitoral Hermann de Almeida Melo.
*Com assessoria
