A família do maestro João Edson de Aguiar, aos 76 anos de idade, na semana passada, contesta que a morte tenha sido causada pela COVID-19. Com o laudo em mãos, o filho, Cleodon Aguiar, afirma que o pai faleceu de parada cardiorrespiratória.
Edinho deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Palmeira dos Índios, no dia 12 de julho, com insuficiência respiratória. Foi realizado um teste rápido, que apontou positivo para a Covid. Chegou a ser transferido em uma ambulância do SAMU para o Memorial da Mulher, em Maceió, não resistiu e faleceu durante o trajeto.
Na manhã deste sábado (17), a família recebeu o teste do SWAB, realizado pelo Lacen, que aponta negativo para a Covid. “Meu pai foi enterrado em um saco plástico como um indigente e nós da família sequer tivemos o direito de enterrá-lo dignamente. Isso é um absurdo, falta de humanidade com as pessoas num momento tão complicado e de dor. Uma politicalha sem tamanho”, desabafou Cleodon.
O maestro tinha testado positivo no mês de maio. O atestado de óbito aponta que ele faleceu de Covid. Edinho era hipertenso e diabético e recentemente tinha passado por uma cirurgia para colocar marcapasso. A família informou que tomará as providências cabíveis para que outras famílias não passem pelos mesmos danos.
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