
A inquietação e o desejo por uma profissão e um trabalho levaram Sil a procurar o Sebrae. Ali participou de várias oficinas: de bordado, de crochê e de tapeçaria. Um dia surgiu a oportunidade de participar de uma oficina com o barro; foi aí que ela encontrou pela primeira vez em sua vida o mestre João das Alagoas. Na primeira visita que fez ao ateliê do mestre já foi para ficar. “Eu vi o trabalho dele e era tudo muito bonito… Ele deu muita oportunidade de eu começar e aprender…”, conta Sil. Deste encontro nasceu uma artista de notável talento, uma das melhores aparições da arte popular do Brasil dos últimos tempos.
Com João das Alagoas já se vão mais de dez anos de uma relação de trabalho e de amizade. O mestre mantém um ateliê na cidade de Capela, onde trabalha de domingo a domingo junto com seus discípulos e agora colegas de trabalho. Além de Sil, trabalham no ateliê a sua esposa, seu filho João Carlos, Nena, Leonílson, Gisé, dentre outros; são dez no total. O mestre conta que não ensinou a arte a nenhum deles, apenas deu oportunidade para que cada um expressasse a sua.
Fonte: Edmílson Teixeira
