
Os dados apontam que as empresas de grande porte, em termos de funcionários, ou seja, com mais de 50 empregados, estão menos confiantes do que os empresários de porte menor. Na variação mensal, a redução da confiança foi de 11,5% para as empresas com mais de 50 funcionários e de 2,8%, com menos de 50 funcionários.
Segundo os empresários, o mês de julho apresentou baixo nível de vendas e o aumento de preços, provocado pelo efeito da greve dos caminhoneiros, reduziu levemente o volume de venda para os consumidores. As condições atuais do empresário do comércio, em julho, reduziram 5,8% comparado a junho. “Isto porque ocorreu uma descrença sobre a manutenção do crescimento da economia brasileira no mês, reduzindo em 12,8% a ideia de que a economia irá melhorar”, analisou o assessor econômico da Fecomércio, Felippe Rocha.
Conforme o economista, a economia brasileira e alagoana, até o final do ano, deverá apresentar uma leve piora de 2,2%. “O empresário assiste à elevação dos preços dos combustíveis, o tabelamento dos fretes – com elevação de 15%, criando incertezas de custos e de precificação de seus produtos. O cenário político instável, com corrida eleitoral provoca redução das compras públicas, o que também prejudica o empresariado que participa das licitações e pregões”, afirmou Rocha.
Em termos de investimentos, o mês de julho marca redução de 1,4% em intenção de investir ou contratar. Desse percentual, 1,8% se refere à redução das contratações e de 0,7% em não realizar novos investimentos.
O Instituto Fecomércio realizou a pesquisa nos últimos 10 dias de junho. Foram entrevistados 189 empresários do setor em Maceió.
Fonte: Assessoria
