
A ação vem se desenvolvendo pela direção da unidade prisional feminina e Defensoria Pública do Estado após o Supremo Tribunal Federal (STF) conceder prisão domiciliar às presas sem condenação, gestantes ou que sejam mães de filhos com até 12 anos. De acordo com a coordenadora do Núcleo de Acompanhamento de Execução Penal e Prisões Provisórias, Andréa Tonin, o Presídio de Santa Luzia conta com 169 presas provisórias e 54 condenadas.
Conforme a defensora, o próximo passo é reunir os documentos – certidões de nascimento dos filhos e os termos de declaração de que elas estavam com a guarda direta quando foram presas – para dar continuidade ao trâmite.
“Assim que reunirmos toda documentação necessária, as varas criminais que amparem processos destas presas serão oficiadas para que dêem cumprimento à decisão da Corte Suprema, ou justificar a situação ‘excepcionalíssima’ que justifique a manutenção no cárcere. O compromisso da Defensoria será levar todas as situações apontadas para manutenção de eventuais prisões ao STF, pela via recursal, e dar efetivo cumprimento à ordem liberatória, que privilegia o direito à convivência familiar ao direito de punir antecipadamente as mulheres acusadas de cometer crimes”, pontuou Andrea.
