Os preços dos alimentos voltaram a subir no Brasil e acenderam um alerta para o orçamento das famílias. Após um período de queda entre junho e agosto, o grupo de alimentação e bebidas voltou a registrar alta em setembro e apresentou nova aceleração na prévia da inflação de outubro.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços de alimentação e bebidas subiram 0,83% em setembro. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, apontou uma alta de 0,88% para o grupo em outubro, mais que o dobro dos 0,40% registrados no período anterior.
Tomate, cebola, batata e arroz estão entre os produtos que ficaram mais caros
Entre os principais aumentos registrados na prévia de outubro estão o tomate, com alta de 24,54%, a cebola, que subiu 13,63%, a batata-inglesa, com aumento de 10,96%, e o arroz, que ficou 5,80% mais caro.
Por outro lado, alguns produtos apresentaram redução de preços. A cenoura teve queda de 10,67%, enquanto as frutas recuaram 1,37% e o café moído ficou 1,16% mais barato.
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, os alimentos e as bebidas registraram alta de 4,37%, segundo os dados apresentados na reportagem do Metrópoles.
Clima e transporte podem influenciar os preços
Especialistas apontam que fatores climáticos podem afetar a produção e a distribuição de alimentos, especialmente hortaliças, frutas e legumes. Chuvas intensas, períodos de seca e temperaturas elevadas podem reduzir a oferta e provocar aumentos nos preços.
Outro fator de atenção é o custo do transporte. Uma eventual alta do diesel, influenciada pelo preço internacional do petróleo, pode encarecer o deslocamento de mercadorias e pressionar os valores cobrados dos consumidores.
Apesar dos sinais de alta, economistas ressaltam que não é possível afirmar que todos os alimentos continuarão subindo nos próximos meses. O comportamento dos preços dependerá das condições climáticas, da oferta de produtos e dos custos de produção e distribuição.
Consumidores devem acompanhar as mudanças
A retomada da inflação dos alimentos reforça a importância de acompanhar os preços nos supermercados e nas feiras. Comparar valores, pesquisar estabelecimentos e planejar as compras são algumas medidas que podem ajudar as famílias a administrar melhor o orçamento.

