Da Redação
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra a abertura de uma investigação por abuso de autoridade contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes. Para o órgão, embora as decisões de Mendonça possam ser alvo de críticas, não há elementos que caracterizem o crime.

A manifestação foi encaminhada no sábado (17) ao presidente do STF, Edson Fachin, e tramita sob sigilo. O documento foi assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, por Hindenburgo Chateaubriand e pelos subprocuradores-gerais Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos.
O episódio ampliou o desgaste interno no Supremo, em meio às disputas envolvendo os casos do Banco Master e das investigações relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A tensão ganhou força depois que Mendonça tornou públicas mensagens que Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, teria enviado a Moraes. Em reação, o ministro pediu que o colega fosse investigado por abuso de autoridade, utilizando como base o inquérito das fake news.
Ao analisar o cenário, Fachin apontou que os ministros conduziam procedimentos relacionados, com provas em comum, situação que representaria um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual.
A manifestação da PGR representa uma posição contrária ao pedido de Moraes e acrescenta um novo capítulo à crise que envolve integrantes da mais alta Corte do país.
