O padrasto de Rhavy Abraão Alves de Lima, de 2 anos, negou ter agredido o menino e atribuiu à mãe da criança, Nicole Maria de Lima Braga, a responsabilidade pela morte. A declaração foi feita nesta segunda-feira (19), durante o julgamento dos acusados no Fórum da Capital, em Maceió.
Durante o interrogatório, conduzido pelo juiz Geraldo Amorim, Manoel Pedro Tavares de Souza afirmou que não teria coragem de fazer mal à criança e apontou a ex-companheira como responsável pelo ocorrido. A versão apresentada faz parte da defesa do réu e será analisada pelos jurados durante o julgamento.
Padrasto admite envolvimento com tráfico de drogas
Ao ser questionado sobre sua ocupação antes da prisão, Manoel afirmou que não trabalhava formalmente e admitiu que atuava no tráfico de drogas. Ele também declarou que não fazia mais uso de entorpecentes desde que foi preso.
Laudo apontou lesões graves na criança
Rhavy morreu em 13 de maio de 2025, após ser encontrado sem vida em uma residência na região do povoado Boca do Rio, na área de Garça Torta, em Maceió.
Durante o julgamento, o médico-legista Marcos Braga Xavier apresentou informações sobre os exames realizados no corpo da criança. Segundo o laudo pericial, o menino sofreu múltiplas lesões, incluindo um trauma no fígado que provocou hemorragia interna, além de ferimentos na cabeça e no tronco.
De acordo com o especialista, as características das lesões não seriam compatíveis com uma queda da própria altura.
A ocorrência começou a ser investigada depois que a mãe procurou uma viatura da Polícia Militar e pediu ajuda para o filho. Ao chegar ao imóvel, os policiais encontraram a criança sem sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte.
Mãe e padrasto são julgados
Nicole Maria de Lima Braga e Manoel Pedro Tavares de Souza respondem pela morte do menino. Conforme a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL), os dois teriam agido em conjunto.
A acusação é de homicídio qualificado, com alegações de motivo fútil, emprego de meio cruel e utilização de recurso que teria dificultado a defesa da vítima, além da circunstância de o crime ter sido cometido contra uma criança menor de 14 anos.
Manoel está preso, enquanto Nicole responde ao processo em liberdade.
A responsabilidade criminal dos dois acusados será definida pelos jurados, após a análise das provas e dos depoimentos apresentados durante a sessão.

