Crime

Audiência pode levar policiais a júri popular pela morte de adolescente em Palmeira dos Índios

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Da Redação

A busca por justiça pela morte do adolescente Gabriel Lincoln ganha um capítulo decisivo nesta sexta-feira (16), com a retomada da audiência de instrução e julgamento no Fórum de Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas. O jovem morreu em maio do ano passado, após ser atingido por um tiro nas costas durante uma perseguição policial. A família cobra o esclarecimento do caso e a responsabilização dos envolvidos.

Gabriel Lincoln Foto: Redes sociais

A audiência prevê os depoimentos dos réus e das testemunhas. A expectativa é que, ao final dessa etapa, a Justiça tenha elementos para decidir se os policiais acusados serão pronunciados e levados a júri popular.

O advogado da família, Gilmar Menino, destacou a importância do momento para o andamento do processo. Segundo ele, a audiência começou em julho deste ano, mas não foi concluída devido à quantidade de testemunhas e réus envolvidos.
“Chegou esse momento tão aguardado, que pode decidir se os acusados chegarão a júri popular. Esse é um momento crucial em toda e qualquer ação penal”, afirmou.

A morte de Gabriel foi registrada durante uma perseguição que ganhou repercussão após vídeos da ocorrência circularem nas redes sociais. Conforme relatos de testemunhas, o adolescente teria se assustado ao ser abordado pelos policiais e acelerado a motocicleta que pilotava, dando início à perseguição que terminou com o disparo fatal.

O laudo pericial confirmou que o jovem morreu após ser atingido por um tiro nas costas, resultado que reforça um dos principais pontos questionados pela família sobre a atuação policial. Na época, a Justiça determinou o afastamento preventivo dos três policiais militares envolvidos na ocorrência.

A defesa da família acredita que as provas reunidas no processo são suficientes para que os acusados sejam submetidos ao Tribunal do Júri.
“As expectativas são as melhores, porque temos plena convicção de que todo o lastro probatório, tudo aquilo que está acostado aos autos, servirá de subsídio para que a magistrada possa proferir uma decisão de pronúncia dos réus, que é o que esperamos, a fim de que eles sejam conduzidos até o júri popular”, declarou Gilmar Menino.

Em sua versão sobre os fatos, a Polícia Militar informou que Gabriel pilotava uma motocicleta e desobedeceu às ordens de parada durante rondas na cidade. Ainda segundo os policiais, ao se aproximar de um bar, o adolescente teria sacado um revólver e atirado contra a guarnição, que reagiu.

A decisão de pronúncia, caso seja proferida, não representa uma condenação, mas permite que o caso seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Para a família, a audiência representa mais um passo na busca por respostas sobre as circunstâncias da morte do adolescente.

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