
O julgamento foi marcado por uma mudança na estratégia da defesa. Enquanto o Ministério Público apresentou aos jurados provas e registros relacionados ao crime, o advogado Geoberto Luna sustentou que Albino teria agido sob a influência de uma figura que o próprio réu identificava como “Arcanjo Miguel”.
Durante a sessão, a promotora apresentou imagens obtidas durante as investigações, entre elas uma transmissão ao vivo na qual, segundo a acusação, Albino utilizava o perfil @guerracomanf e uma imagem associada ao Arcanjo Miguel.
De acordo com o Ministério Público, durante a transmissão o réu teria oferecido R$ 250 à vítima em troca de uma relação sexual. Após a mulher recusar a proposta, Albino teria passado a persegui-la até cometer o assassinato.
A promotora também afirmou que a versão de que o acusado teria tentado reatar um relacionamento com a vítima não encontra respaldo nas provas apresentadas no processo.
Registros apresentados no julgamento
Durante a sessão, foram exibidos registros que, segundo a acusação, fariam parte de um arquivo mantido pelo réu. Uma das imagens apresentadas teria relação com a data da execução da vítima.
Segundo a promotora, Albino manteria registros dos crimes atribuídos a ele. Durante a exposição, ela afirmou que o acusado teria incluído a data da execução da vítima em uma espécie de arquivo pessoal.
Houve ainda uma correção durante o julgamento em relação à data do crime. Inicialmente, foi mencionada a data de 29 de setembro de 2023, mas a promotora esclareceu que houve um equívoco e que o assassinato ocorreu em 29 de outubro de 2023.
A acusação também apresentou um laudo psiquiátrico e fez um alerta a pais e adolescentes sobre os riscos relacionados à exposição e aos contatos estabelecidos pela internet.
