Gleice de Assis Ferreira, de 22 anos, foi encontrada morta com um disparo de arma de fogo na cabeça, em uma área de mata de uma fazenda localizada no Benedito Bentes, na parte alta de Maceió. A localização do corpo foi divulgada nesta quarta-feira (7) pelo delegado João Marcelo, responsável pelas investigações.
A Polícia Civil chegou ao local após receber informações sobre a possível presença do corpo de uma mulher em uma região de mata. O pai de Gleice acompanhou as buscas e reconheceu a jovem pelas roupas e por uma tatuagem. A confirmação oficial da identidade, porém, ainda depende dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).
Gleice estava desaparecida desde o dia 30 de setembro. Segundo as investigações, quatro homens encapuzados e armados teriam invadido a residência onde ela estava e a levado à força. Pessoas que estavam no imóvel no momento do desaparecimento foram ouvidas pela Polícia Civil.
Jovem teria sido ameaçada após morte do irmão
De acordo com o delegado João Marcelo, Gleice havia sido orientada anteriormente a deixar o Conjunto Planalto após o assassinato do irmão, ocorrido no ano passado.
A investigação aponta que o irmão da jovem teria inimizades com integrantes de uma facção criminosa e também teria recebido ameaças para deixar a região. Como permaneceu no local, acabou sendo assassinado no bairro Ouro Preto.
Após a morte do irmão, Gleice também teria passado a ser pressionada para deixar a localidade. Conforme a Polícia Civil, ela trabalhava em um restaurante, tinha filhos e não possuía envolvimento com o tráfico de drogas.
Mesmo sem ligação com atividades criminosas, os investigadores apuram se a permanência da jovem na região teria sido interpretada como uma afronta por integrantes do grupo criminoso.
Ex-companheiro está preso
O ex-companheiro de Gleice foi preso como suspeito de participação no crime. Ele nega envolvimento, mas, segundo o delegado, apresentou contradições durante os depoimentos prestados à polícia.
Ainda conforme as investigações, após o desaparecimento da jovem, o homem deixou a região onde morava e passou a noite na parte baixa de Maceió.
A Polícia Civil também aponta que ele seria integrante de uma facção criminosa e teria uma função de disciplina dentro do grupo. Além disso, o suspeito teria participado de ameaças contra Gleice antes do desaparecimento.
Investigação continua
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte de Gleice, identificar a motivação do crime e apontar a participação de outros possíveis envolvidos.
A identificação oficial da vítima e os exames realizados pelo IML também devem contribuir para o avanço das investigações.

