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Comitê Pró-Lula é criado em Alagoas

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Um grupo de militantes políticos independentes criou, em Alagoas, um “comitê digital popular” com o objetivo de mobilizar eleitores para apoiar o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições deste ano.

Segundo um dos articuladores do grupo, o jornalista Fernando CPI, a iniciativa pretende reunir pessoas que não votaram no primeiro turno, votaram em branco ou anularam o voto, além de outros setores da sociedade interessados em participar das ações de mobilização eleitoral.

“A gente já tem uma programação sendo preparada para esta semana, a partir de uma reunião virtual que teremos nesta quarta-feira, 7 de outubro”, afirmou CPI.

De acordo com o jornalista, um dos focos do grupo será o combate a perfis falsos que, segundo ele, fazem ataques e discriminam eleitores nordestinos que votam em Lula.

“Já denunciamos alguns perfis que denigrem a imagem do eleitor nordestino de Lula e estamos atentos para evitar que a vontade popular seja deturpada por setores da direita que fazem campanha para o candidato do PL”, declarou.

Comitê

Batizado de Comitê Popular Pró-Lula Segundo Turno Alagoas, o grupo iniciou as atividades com a criação de um canal de comunicação pelo WhatsApp para discutir propostas, estratégias de mobilização e ações relacionadas ao segundo turno.

Segundo os organizadores, a iniciativa busca alcançar principalmente eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, votaram nulo ou em branco ou ainda não definiram como participar da segunda etapa da eleição.

“A proposta apresentada pelo comitê é transformar a abstenção e a indecisão em participação consciente no processo democrático”, afirmou Fernando CPI, que integra a coordenação-geral do grupo.

Além dele, participam da organização o advogado Adriano Argolo, o policial federal aposentado Jorge Venerando e o jornalista Cosmo D’Artagnan. Os integrantes também utilizam as redes sociais para convocar novos participantes.

Segundo CPI, a mobilização parte do entendimento dos integrantes de que o segundo turno representa uma disputa relevante para a continuidade ou a mudança de políticas públicas e programas sociais do governo federal.

Por isso, a convocação não é direcionada apenas a eleitores que participaram do primeiro turno. O grupo também pretende alcançar pessoas que não foram às urnas, votaram nulo ou em branco ou ainda não decidiram como votar.

“A mensagem central é direta: quem abre mão de participar da decisão eleitoral também deixa que outras pessoas decidam o futuro político do país”, destacou o coordenador.

Ele ressaltou, porém, que a participação eleitoral continua sendo uma escolha individual.

“Ao mesmo tempo, o eleitor continua tendo o direito constitucional de escolher livremente seu candidato, votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. A mobilização política, portanto, precisa ocorrer dentro das regras democráticas, eleitorais e constitucionais”, acrescentou.

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