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Preso em Maceió, “Boss” é apontado como elo de esquema de tráfico que movimentou mais de R$ 70 milhões

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Uma cobertura de luxo em um dos bairros mais movimentados de Maceió era, segundo a investigação policial, o endereço usado por um homem apontado como peça importante de um esquema interestadual de tráfico de drogas que teria movimentado mais de R$ 70 milhões.

Laércio Isidoro Nascimento Júnior, conhecido como “Boss”, foi preso na última terça-feira (22), em Maceió, durante uma operação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio da Polícia Civil de Alagoas.

De acordo com as investigações, ele seria responsável por fazer a conexão entre integrantes do esquema e a distribuição de entorpecentes em diferentes estados, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo.

Mesmo vivendo em um imóvel de alto padrão na Jatiúca e mantendo uma rotina marcada por artigos de luxo, o suspeito teria conseguido permanecer fora do radar das autoridades durante aproximadamente dois anos.

Um celular roubado mudou o rumo da investigação

A descoberta do paradeiro de “Boss” teria começado de forma inesperada.

Durante uma passagem por Fortaleza, um dos celulares utilizados pelo investigado foi roubado. Para continuar as atividades, ele passou a utilizar outro aparelho.

O problema, segundo os investigadores, é que o novo celular estava configurado para fazer o backup automático de arquivos e informações na nuvem. A partir dos dados recuperados, a polícia conseguiu cruzar informações e identificar que o suspeito estava vivendo em Maceió.

A investigação também apontou que ele utilizava vários aparelhos celulares, cada um destinado a uma finalidade, estratégia que teria como objetivo dificultar o rastreamento das comunicações.

R$ 100 mil em dinheiro e objetos de luxo

No apartamento localizado na Jatiúca, os policiais apreenderam uma mala com cerca de R$ 100 mil em espécie.

Também foram encontrados relógios, óculos, tênis e outros objetos de alto valor.

A apuração ganhou outro elemento após a polícia localizar cadernos de contabilidade atribuídos a Marcos Antônio Firmino da Silva, conhecido como “My Thor”. Segundo a investigação, mesmo preso no Paraná, ele mantinha registros de pagamentos relacionados a “Boss”.

Conversas com pastor chamaram atenção da polícia

Entre os materiais analisados pelos investigadores estão áudios em que “Boss” teria conversado com um pastor sobre as atividades criminosas.

Conforme a investigação, em algumas dessas conversas o suspeito comemorava quando cargas de drogas conseguiam escapar de fiscalizações policiais. Os episódios eram associados por ele a supostos “livramentos” e profecias.

A polícia investiga agora a extensão da participação de cada envolvido e a estrutura financeira do grupo. As acusações ainda serão submetidas à análise da Justiça.

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