Alagoas

Jornalistas de Alagoas promovem ato em defesa da liberdade de imprensa nesta terça-feira

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Da Redação

 

Jornalistas de Alagoas realizam, nesta terça-feira (29), um ato público em defesa da democracia, da liberdade de imprensa e do livre exercício da profissão durante o período eleitoral. A mobilização está marcada para as 8h, no restaurante Casa da Mainha, no bairro de Jaraguá, em Maceió.

O movimento ganhou força nas redes sociais e reúne profissionais que manifestam preocupação com o cenário enfrentado pela imprensa alagoana durante as eleições de 2026. Entre os principais nomes que vêm divulgando a mobilização estão os jornalistas João Mousinho, Carlos Victor Costa, Geraldo Majella e Bleine Oliveira.

Em comunicado divulgado pelos organizadores, a iniciativa é apresentada como uma resposta ao que os jornalistas classificam como ataques contra veículos de comunicação e profissionais da imprensa.

“Vamos realizar um ato em defesa da democracia e em favor do livre exercício da profissão de jornalista em Alagoas. Diante dos ataques sistemáticos contra veículos de comunicação e colegas jornalistas fica evidente que esse é o momento de unidade”, diz o comunicado.

183 processos identificados

A mobilização ocorre em meio a um levantamento realizado por jornalistas e advogados que identificou 183 processos judiciais envolvendo profissionais de imprensa, veículos de comunicação, comunicadores e produtores de conteúdo em Alagoas.

Segundo informações publicadas pelo 082 Notícias e posteriormente divulgadas pelo Brasil 247, os processos envolvem 138 réus distintos e somam 370 menções a réus.

A Justiça Eleitoral concentra a maior parte das ações: são 172 processos em tramitação no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL). Outros 11 estão na Justiça Comum, no âmbito do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).

O levantamento também aponta concentração entre os autores das ações. A Federação PSDB/Cidadania aparece como autora de 122 dos 183 processos identificados. Já a Coligação Alagoas Gigante, ligada à candidatura de JHC ao Governo de Alagoas, aparece como autora em 50 ações.

Os números, no entanto, não representam um levantamento produzido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Na última semana, a entidade informou que não realizou nem divulgou levantamento sobre processos judiciais movidos por candidatos ao Governo de Alagoas.

Sindjornal acompanha cenário

A preocupação com os efeitos da judicialização sobre o trabalho jornalístico também foi manifestada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal).

Em setembro, o presidente do TRE/AL, desembargador Alcides Gusmão da Silva, recebeu o presidente da entidade, Alexandre Lino, em reunião que tratou do exercício da atividade jornalística durante o período eleitoral e da importância da liberdade de imprensa para o processo democrático.

O Sindjornal também manifestou preocupação com o aumento das ações judiciais envolvendo profissionais e veículos de comunicação. Para a entidade, a liberdade de imprensa é essencial para assegurar o acesso da população à informação e a participação no debate público.

O sindicato avalia ainda que a judicialização excessiva pode provocar um ambiente de insegurança entre jornalistas e comprometer a cobertura dos acontecimentos de interesse público.

O ato desta terça-feira pretende reunir jornalistas e outros profissionais da comunicação para discutir o cenário e reforçar a defesa do exercício profissional durante a cobertura das eleições em Alagoas.

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